KEVIN DURANT E A LESÃO NO TENDÃO DE AQUILES: CAUSAS, TRATAMENTOS E RECUPERAÇÃO

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A lesão no tendão de Aquiles é comum em pessoas sedentárias, que estão entre a 4ª e a 5ª década de vida e praticam esporte eventualmente, mas também pode acometer atletas, sobretudo jogadores de basquete, porque são muito grandes e pesados e fazem, com frequência, movimentos que exigem muito desse tendão

Um dos maiores jogadores de basquete do momento, Kevin Durant, sofreu, na noite de ontem, lesão no tendão de Aquiles. Durant, astro do Golden State Warriors (GSW), time da Califórnia e atual bicampeão da NBA (National Basketball Association), estava em quadra na disputa da quinta partida da final deste ano da principal liga de basquete do mundo, contra a equipe canadense do Toronto Raptors, quando, num movimento para driblar o adversário, sentiu uma forte dor na panturrilha.

Após tentar driblar adversário. Durant sentiu dor na panturrilha que o impediu de seguir adiante. A suspeita é de rotura do tendão de Aquiles. O diagnóstico preciso aguarda resultado de ressonância.
Após tentar driblar adversário, Durant sentiu dor na panturrilha que o impediu de seguir adiante. A suspeita é de rotura do tendão de Aquiles. Um diagnóstico mais preciso depende de resultado de ressonância.

Os médicos o examinaram e logo viram que ele não tinha condições de permanecer na partida. Durant saiu da quadra para o vestiário aplaudido pelos torcedores rivais, já que o jogo aconteceu em Toronto, no Canadá. Ao final da partida, vencida pelo GSW por 106 a 105, um dirigente da equipe da Califórnia declarou em entrevista coletiva que Durant havia lesionado o tendão de Aquiles. Ainda não se sabe o que exatamente aconteceu, mas a suspeita é de rotura completa do tendão, diagnóstico que será ou não confirmado por ressonância a que Durant foi submetido hoje, um dia depois do jogo.

“Durant havia ficado de fora dos quatro jogos anteriores das finais por causa de uma lesão muscular na panturrilha. Estava voltando, ainda sem reunir suas melhores condições físicas e atléticas para este jogo. É possível que a nova lesão tenha relação com esse histórico. Porém, uma lesão muscular é diferente de uma lesão no tendão”, explica o ortopedista do Vita, Mauro Dinato, especialista em pé e tornozelo.

PÚBLICOS MAIS SUSCETÍVEIS A LESÕES NO TENDÃO DE AQUILES

Também especialista em tornozelo e pé, o médico do Vita, Márcio Freitas, diz que a rotura de tendão de Aquiles é comum em pessoas sedentárias, que estão entre a 4ª e a 5ª década de vida e praticam esporte eventualmente. “Mas ela também pode acometer atletas, sobretudo jogadores de basquete, como Durant, que são muito grandes e pesados. Então, com frequência, eles geram, no tendão, uma carga várias vezes superior ao peso do corpo deles. Isso pode causar rotura mesmo em um tendão que não está previamente doente.”

Em pessoas que praticam esporte de forma recreativa, a reabilitação dessa lesão costuma ser satisfatória. Já em atletas de alto rendimento, costuma haver alguma perda de desempenho, muitas vezes compensada pela capacidade técnica de adaptação dos atletas.
Em pessoas que praticam esporte de forma recreativa, a reabilitação dessa lesão costuma ser satisfatória. Já em atletas de alto rendimento, costuma haver alguma perda de desempenho, muitas vezes compensada pela capacidade técnica de adaptação dos atletas.

Dinato reforça o que diz Freitas dando nomes de atletas famosos do basquete que sofreram essa lesão. “Kobe Bryant e Anderson Varejão são exemplos bem conhecidos.” O médico ainda lembra que tais roturas não são exclusividade de jogadores de basquete. “Adriano Imperador e David Backham também romperam o tendão de Aquiles.”

A GRAVIDADE DA ROTURA NO TENDÃO

Freitas explica que é uma lesão com certa gravidade. “O tendão de Aquiles é o maior tendão do corpo humano e é muito utilizado para movimentos de corrida, saltos, deslocamentos e frenagens. O tratamento, para esse tipo de lesão, especialmente em atletas, costuma ser cirúrgico, o que envolve a reconstrução do tendão. A recuperação costuma levar, se tudo correr bem durante o processo, entre cinco e seis meses.”

Dinato observa que, em pessoas que praticam esporte de forma recreativa, a reabilitação costuma ser satisfatória. “Já em um atleta de alto rendimento, costuma haver alguma perda, sim. Isso não quer dizer que não jogará mais profissionalmente ou, se jogar, ficará muito abaixo do que foi. Não é isso. Em razão da qualidade técnica desses atletas, muitas vezes, eles encontram alternativa para continuarem a brilhar em suas atividades.”

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