O efeito do uso de palmilhas na artrose de quadril

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A fisioterapeuta do Vita, Flavia Nakatake, teve sua dissertação de mestrado  aprovada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo no dia 20 de agosto. Seu estudo tratou do efeito do uso de palmilhas sobre possíveis alterações no movimento do quadril e no nível da dor durante a marcha (o caminhar) em pacientes com artrose de quadril.

Avaliar o efeito, durante a caminhada, do uso de palmilhas na parte da frente do pé, em pacientes com artrose de quadril, com o objetivo de encontrar mudança no padrão de movimento do quadril e uma possível diminuição do nível de dor na parte frontal da articulação foi a principal finalidade do trabalho de mestrado realizado pela fisioterapeuta do Vita, Flavia Nakatake.

“A experiência clínica já mostrava que os pacientes com artrose de quadril se queixavam de dor na parte frontal do quadril durante o caminhar, o que justificou o uso de um calço para minimizar o problema”, explica Flavia.
“A experiência clínica já mostrava que os pacientes com artrose de quadril se queixavam de dor na parte frontal do quadril durante o caminhar, o que justificou o uso de um calço para minimizar o problema”, explica Flavia.

Seus esforços de pesquisadora nessa área, sob a orientação da professora doutora Vera Lúcia dos Santos Alves, foram recompensados no dia 20 de agosto deste ano, quando sua dissertação foi aprovada e, assim, ela se tornou mestra pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Sob o título “Efeito do uso de palmilha na cinemática da marcha em pacientes com artrose de quadril: ensaio clínico, controlado, randomizado e duplo-cego”, seu estudo também procurou traçar um padrão de força muscular e equilíbrio estático entre os pacientes com artrose de quadril e realizou testes clínicos com a finalidade de identificar possíveis encurtamentos musculares na região.

Flavia conta que foram analisados dois calços, um com espessura de três milímetros (3 mm) e outro com seis (6 mm). “As principais conclusões foram que os dois calços utilizados não influenciaram na alteração do movimento do quadril, mas a palmilha de 6 mm influenciou positivamente no alívio da dor durante a marcha”, diz a fisioterapeuta do Vita.

Da esquerda para direita: prof. Dr. Eduardo Filoni, prof. Dra. Vera Lúcia Alves e prof. Dr. Ighor Philip
Da esquerda para direita: prof. Dr. Eduardo Filoni, Flavia Nakatake, prof. Dra. Vera Lúcia Alves e prof. Dr. Ighor Philip

Por sua vez, os testes clínicos com a finalidade de identificar padrão de força muscular, equilíbrio estático e possíveis encurtamentos musculares apresentaram maior oscilação e menor força para vários grupos musculares no lado acometido pela artrose.

“A experiência clínica já me mostrava que boa parte dos pacientes com artrose de quadril se queixa de dor anterior [na parte frontal do quadril] durante a marcha, o que justificou o uso de um calço anterior [na frente do pé] para minimizar o problema. Também contribuiu para que eu pudesse identificar déficits significativos em vários grupos musculares dos pacientes, o que se tornava mais evidente com a evolução da doença e o avanço da idade”, completa Flavia.

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