ENTORSES DE TORNOZELO: CAUSAS, CONSEQUÊNCIAS, TRATAMENTOS E RECUPERAÇÃO

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Entorses de tornozelo são lesões ortopédicas traumáticas, muito comum em atletas que praticam esportes de contato, como o futebol, em virtude das corridas com mudanças de direção e dos traumas nos membros inferiores, característicos das atividades.

Isso porque, claramente, o tornozelo é uma das articulações mais demandadas do corpo humano, sobretudo quando se trata da prática de alguns esportes. Em algumas modalidades, como o futebol, as entorses de tornozelo são comuns.

“Tais lesões são frequentes, no esporte, por causa das corridas com mudanças de direção e dos traumas nos membros inferiores, característicos do futebol, por exemplo”, explica Viana.

Pablo e Neymar

Há aproximadamente duas semanas, o atacante Pablo do São Paulo disputou uma jogada no clássico contra o Palmeiras e lesionou o tornozelo direito. Pela cena impressionante, podia-se imaginar que o atleta sofrera uma gravíssima lesão.

Contudo, pelo que se sabe, o atleta teve uma entorse de tornozelo com rotura parcial de ligamentos, lesão parecida com a sofrida por Neymar às vésperas da Copa América. Quando se escuta o termo rotura ou ruptura de ligamento, mesmo que parcial, logo se pensa em algo grave, mas não é bem assim.

“Ao contrário do que acontece nos ligamentos cruzados do joelho, os ligamentos do tornozelo costumam cicatrizar e voltam a desempenhar a função deles de forma satisfatória. Por essa razão, a maioria absoluta das lesões de ligamentos do tornozelo podem ser tratadas de forma não cirúrgica”, explica Viana.

Lance em que Neymar sofreu o entorse de tornozelo que o tirou da Copa América.

No entanto, o médico do Vita diz que, dependendo da extensão da rotura, em casos especiais, a melhor opção pode ser o tratamento cirúrgico. “Em atletas de alto desempenho, por exemplo, uma rotura de ligamentos muito extensa pode demandar cirurgia.”

Tratamento e retorno

Atualmente, nas lesões ligamentares do tornozelo, o tratamento funcional é o mais usado. “Ele se caracteriza por evitar, ao máximo, a imobilização da articulação e por iniciar, o quanto antes, exercícios para movimentar o tornozelo, fortalecer a musculatura ao seu redor e treinar reflexos que atuam na proteção articular para evitar novas lesões.”

O ortopedista destaca ainda o uso de gelo, para controlar o inchaço, e meios físicos, para controle da dor. “O ligamento costuma cicatrizar num tempo de aproximado de seis semanas. Mas, em geral, principalmente nas lesões parciais, o atleta pode retornar às atividades antes desse período. O tempo de retorno varia de acordo com o grau da lesão, tipo de atividade esportiva e perfil do atleta.”

Lesões mais graves, naturalmente, têm um tempo de recuperação maior e atletas que desempenham atividades com um grau de intensidade maior também podem necessitar de mais tempo de reabilitação.

No caso específico de Neymar, foi necessário um mês (quatro semanas), aproximadamente, para que retornasse a treinar normalmente. Segundo informou o Departamento Médico do São Paulo, Pablo ficará fora dos campos por esse período também.

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