LESÃO DO PUGILISTA: VOCÊ SABE O QUE É E POR QUE ACONTECE?

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Conheça a lesão do pugilista, que, como o próprio nome sugere, é bastante comum em praticantes de artes marciais que usam golpes de impacto com as mãos, embora possa ocorrer com qualquer pessoa

Geralmente, quando se trata de luta, associamos as lesões a quem apanha. Mas quem bate também se machuca. Já ouviu falar na fratura do pugilista?

A lesão do pugilista é definida como a fratura do colo do quinto metacarpo, situado na junta entre a palma da mão e o quinto dedo. Embora possa ocorrer em outros dedos, é mais frequente no dedo mínimo

“A lesão do pugilista é definida como a fratura do colo do quinto metacarpo, situado na junta entre a palma da mão e o quinto dedo. Embora possa ocorrer em outros dedos também, é bem mais frequente no quinto metacarpo, relativo ao dedo mínimo”, diz o ortopedista do Vita, especializado em mão, Ricardo Escudero.

O médico do Vita explica que a lesão ocorre por trauma direto: o impacto do osso com uma superfície dura, como acontece no caso do soco. “É justamente a repetição dos traumas ou o excesso de energia num golpe desferido que gera a fratura”, completa o fisioterapeuta do Vita, Sérgio Souza.

Escudero acrescenta que a lesão acomete principalmente boxeadores amadores durante treinamentos e lutas. “Atletas profissionais apresentam menor chance de lesão, devido a proteções utilizadas nas mãos e a técnicas avançadas de treinamento e preparo físico”, pondera o ortopedista do Vita.

Segundo Souza, outras atividades de luta, como karate, muay thai e kickboxing, em virtude dos golpes de impacto com as mãos, também geram a fratura do pugilista. Outros casos estão associados a episódios de raiva, ansiedade ou consumo de álcool, ou seja, fatores que podem levar as pessoas a desferir socos contra superfícies duras.

Tratamentos para a fratura do pugilista

“As fraturas são diagnosticadas clinicamente por deformidades na mão ou por exames complementares, como a radiografia. Quando não há desvio, podem ser tratadas com imobilização por quatro a seis semanas. Para as fraturas deslocadas ou rodadas, opta-se por tratamento cirúrgico”, explica Escudero.

Escudero conta que o tratamento cirúrgico costuma levar menos tempo do que o conservador. “No tratamento conservador, o paciente fica imobilizado de quatro a seis semanas e depois é encaminhado à reabilitação. Já o cirúrgico apresenta menor tempo de imobilização, de duas a quatro semanas, porque a fratura está estável em razão do material de síntese.”

Depois do período de imobilização, inicia-se a reabilitação, que, tanto no tratamento conservador, quanto no tratamento cirúrgico, costuma ser de dois meses, embora possa chegar a três meses.

O fisioterapeuta do Vita, Sérgio Souza, explica, contudo, que, na maioria das vezes, os casos não são cirúrgicos. “O tratamento conservador costuma ser mais comum. Geralmente, a lesão é descoberta num estágio menos grave, que não demanda cirurgia.”

Escudero acrescenta que, mesmo quando não é necessário o tratamento cirúrgico, algumas vezes é preciso realizar a “redução”, que consiste na recolocação do osso no local correto.

Sobre a reabilitação e medidas preventivas

“A reabilitação envolve fisioterapia, com fim de reparo tecidual e reforço dos músculos da mão, punho e dedos. A consolidação é acompanhada semanalmente por meio de raio-x. Assim, o sucesso das diferentes etapas do tratamento é averiguado até o retorno ao esporte”, diz Souza.

A reabilitação envolve fisioterapia, com fim de reparo tecidual e reforço dos músculos da mão, punho e dedos. O sucesso das diferentes etapas do tratamento é averiguado semanalmente até o retorno ao esporte

Apesar da natureza traumática, é possível reduzir as chances de ocorrência da fratura por meio de ações preventivas, como os clássicos exercícios de reforço muscular da região da mão, punho e dedos. “Trabalhos funcionais e específicos para a atividade esportiva praticada pelo atleta também são importantes. O desenvolvimento de habilidades técnicas e, até mesmo, uma alimentação adequada favorecem”, diz Souza.

Escudero cita ainda, como medida preventiva, proteções para as mãos, como o enfaixamento utilizado por atletas profissionais e o uso de luvas adequadas para a prática do esporte.

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