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O CHECKUP DO MOVIMENTO DO LPM A SERVIÇO DO TALENTO DE MANU

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A karateka Manuela Marchioni, Manu, como é conhecida, tem apenas 14 anos, mas já soma títulos muito importantes no currículo. No dia 5 de dezembro, pela segunda vez em 2019, ela fez o “Checkup do Movimento Avançado Voltado ao Karate”, no LPM do Vita. O objetivo? Identificar, em sua biomecânica, pontos que precisam de trabalho específico, muitas vezes de fortalecimento ou aumento de amplitude articular.A ideia é seguir me aprimorando fisicamente e os checkups são fundamentais para que eu faça isso cada vez melhor”, diz Manu.

Quando se pensa em ortopedia e fisioterapia, é comum associá-las à reabilitação apenas. Porém, o trabalho desses profissionais, no Vita, vai além. A prevenção é, por exemplo, uma das principais finalidades do Laboratório de Performance do Movimento (LPM) do Vita.

Com o intuito de melhorar seus gestos esportivos, o equilíbrio e a simetria entre os lados direito e esquerdo, bem como identificar áreas do corpo que precisam de fortalecimento e ganho de amplitude articular, a jovem karateka Manuela Marchioni — Manu, como é conhecida, de apenas 14 anos e um dos talentos do karate brasileiro — realizou, pela segunda vez em 2019, o “Checkup do Movimento Avançado Voltado ao Karate”.

“Em julho deste ano, Manu já havia sido submetida ao ‘Checkup do Movimento’. Ela não tinha nenhuma lesão. O trabalho visava identificar, em sua biomecânica, pontos que precisavam de trabalho específico, muitas vezes de fortalecimento ou aumento de amplitude articular em alguns movimentos. A partir desses diagnósticos, foi possível realizar exercícios específicos que trazem ganhos como prevenção de lesões e maior eficiência nos gestos esportivos”, explica a gestora do LPM e fisioterapeuta do Vita, Andreia Miana.  

O checkup do movimento e sua importância

A gestora do LPM explica que o ideal é fazer esse tipo de checkup com certa periodicidade, duas ou três vezes por ano, para que a atleta esteja sempre o mais saudável possível para os desafios esportivos.

“Os testes foram importantes porque, a partir deles, passei a fazer um trabalho para corrigir desequilíbrios. Também passei a fortalecer partes em que eu tinha pouca força. Tudo isso trouxe melhorias para o meu karate.”

No dia 5 de dezembro, cinco meses após os testes de julho, Manu retornou ao LPM para fazer novos testes. “Os testes foram importantes porque, a partir deles, passei a fazer um trabalho para corrigir desequilíbrios. O meu lado direito, por exemplo, era mais forte que o esquerdo e meus treinos, a partir dos testes, buscavam corrigir esse desequilíbrio. Também passei a fortalecer partes em que eu tinha pouca força. Claro que, tudo isso, trouxe melhorias para a minha luta e para os meus katas.”

É importante frisar que, nas artes marciais, além das competições de luta, chamadas de kumite no karate, existem as competições de kata, que são, numa tradução literal, “formas de fazer”. No caso do karate, os katas se constituem de uma sequência fixa de golpes que devem ser realizadas, de forma individual, geralmente, respeitando a retidão simétrica e a eficiência das técnicas. Quão mais belo e eficiente, aos olhos dos jurados e segundo critérios pré-estabelecidos, for a execução dos golpes, mais pontos fará o atleta.

Manu é tricampeão paulista e vice-campeã brasileira de kata (2018). “Durante os testes de julho, Andreia identificou que a elasticidade do meu tornozelo poderia ser melhor. A partir daí, indicou exercícios que tornaram meus tornozelos mais flexíveis e melhoraram muito posições e movimentos que preciso realizar nos katas”, conta Manu.

Uma linda história e é só o começo

A história de Manu com o karate começou há cinco anos e foi uma espécie de paixão à primeira vista. “Antes, eu gostava de futebol e queria ser como Marta [jogadora brasileira considerada a melhor da história]. Eu jogava futebol quando começaram as aulas de karate no condomínio onde eu moro. A convite de um amigo, decidi experimentar e não parei mais.” A atividade atraiu tanto seu entusiasmo e energia que, logo, passou a se dedicar com exclusividade ao karate.

“O que mais me encanta no karate é a disciplina e a possibilidade que o esporte me dá de alcançar reconhecimento.” Com o passar do tempo, Manu se destacou não apenas aos olhos do sensei de sua academia, mas também em âmbito municipal, estadual e, atualmente, é uma das principais atletas de sua categoria no País, tendo conquistado um Brasileiro de kumite em 2018, sendo vice no kata no mesmo ano e, neste ano, obtendo o terceiro lugar no mesmo campeonato.

Em 2019, ela se manteve no topo das atletas do estado de São Paulo, faturando, pela terceira vez, o Campeonato Paulista de kumite (de kata também) e pela sétima vez a Copa São Paulo. Em nível nacional, foi campeã da classificatória para o Brasileiro e, no Brasileiro, chegou à disputa por medalha também no kumite (no kata foi bronze) e ficou com a quinta posição.

O bom nível de suas atuações e a competitividade demonstrada sempre lhe garantiram, no segundo semestre deste ano, um lugar no time de atletas da Adidas, empresa de material esportivo que patrocina alguns dos principais karatekas do País.

“Minha grande referência no karate é Valeria Kumizaki, brasileira, campeão mundial, campeã pan-americana, com grandes chances de ir às Olimpíadas de Tóquio’2020 e brigar pelo ouro. Atualmente, ela é a número 1 do ranking.” Manu conhece Valéria pessoalmente, o que foi possível porque ambas são patrocinadas pela Adidas. “Somos da mesma equipe”, diz, orgulhosa.

Quando se trata de falar do título mais importante em sua breve carreira, Manu não titubeia. “Todas as conquistas são importantes, mas o Campeonato Brasileiro de kumite em 2018 é o mais importante até agora. Ele teve um sabor especial, porque eu vinha de bons desempenhos nos dois anos anteriores, sempre chegando perto, mas nunca conseguindo: fui terceira em 2016, segunda em 2017 e, em 2018, confiava que poderia vencer e venci. Foi uma construção.”

Para 2020 e para a carreira

Manu tem dois grandes objetivos para o próximo ano… “Ser campeão brasileira novamente e conseguir uma vaga na seleção brasileira de karate. Eu estou treinando bem mais do que já treinei na vida e a razão para essa dedicação é alcançar, em primeiro lugar, esses objetivos.”

Para a carreira, Manu tem sonhos ainda mais ousados: “Desde que comecei a treinar, meu grande sonho é ser campeão mundial de kumite e, agora, com a entrada do karate nas Olimpíadas [o que acontecerá em Tóquio’2020], sonho em ser campeã olímpica também”.

Por enquanto, Manu está na torcida por Valeria Kumizaki, que, como atual campeão mundial, deve ir a Tóquio e em condições reais de trazer uma inédita medalha olímpica para o karate brasileiro logo na estreia do esporte em Olimpíadas.

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