PÓS EM MEDICINA ESPORTIVA TEM SEU PRIMEIRO DIA DE AULA

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Com aula inaugural dada pelo coordenador médico do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Roberto Nahon, o Curso de Pós-Graduação em Medicina Esportiva, realizado pelo Instituto Vita, pela BP e pela Unicid, teve início hoje.

O Curso de Pós-Graduação em Medicina Esportiva, realizado pelo Instituto Vita em parceria com a Beneficência Portuguesa — BP e a Unicid, começou nesta sexta, 12 de abril. Os alunos do curso foram recebidos pelo coordenador da pós-graduação, médico do Vita e da Seleção Brasileira de Judô, Dr. Mateus Saito, e pelo coordenador médico do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Roberto Nahon, a quem coube ministrar a primeira aula.

Na ocasião, Saito fez uma breve introdução e disse que a pós é um projeto antigo do Vita e do Instituto Vita. “O curso visa compartilhar a expertise acumulada no Vita ao longo de seus 19 anos, sempre atuando na medicina esportiva e com atletas de ponta. Também traz profissionais de outras regiões e que não são do Vita, mas são algumas das maiores autoridades no assunto, caso do prof. Nahon, que vem do Rio de Janeiro só para ministrar aulas em nosso curso.”

"É um curso para diversas especialidades médicas, não só ortopédicas, e que vai muito além do aspecto expositivo. Vamos levar conhecimento prático e muita troca de experiências. Estamos falando de profissionais atuantes na medicina esportiva”, diz Dr. Saito.
“É um curso para diversas especialidades médicas, não só ortopédicas, e que vai muito além do aspecto expositivo. Vamos levar conhecimento prático e muita troca de experiências. Estamos falando de profissionais atuantes na medicina esportiva”, diz Dr. Saito coordenador do curso, médico do Vita e da Seleção Brasileira de Judô.

Dr. Saito destaca ainda outros profissionais do quadro de professores, além de médicos, fisioterapeutas, preparadores físicos e nutricionistas que atuam em equipes de ponta do esporte nacional. “Esses profissionais estão conosco não apenas para compartilhar conhecimentos básicos, mas para trazer detalhes específicos e aplicáveis de sua especialidade. É um curso para diversas especialidades médicas, não só ortopédicas, e que vai muito além do aspecto expositivo. Vamos levar conhecimento prático e muita troca de experiências. Estamos falando de profissionais atuantes na medicina esportiva.”

A MEDICINA ESPORTIVA AOS OLHOS DE NAHON

Durante o primeiro dia de aula do curso, o coordenador médico do COB e professor da pós, Roberto Nahon, falou sobre a importância da medicina esportiva. “Dar aula de medicina do esporte me apaixona sempre. É importante a ideia que traz: de que o médico do esporte está muito mais próximo da prevenção do que das doenças. É importante transmitir isso.”

 “O ser humano é competitivo por natureza e, quando atleta, é ainda mais. O atleta está habituado a desafiar. Ele desafia o próprio corpo e, consequentemente, desafia a nós médicos também, constantemente, o que nos leva ao nosso limite e nos obriga a aprender cada vez mais”, Dr. Nahon, coordenado médico do COB.
“O ser humano é competitivo por natureza e, quando atleta, é ainda mais. O atleta está habituado a desafiar. Ele desafia o próprio corpo e, consequentemente, desafia a nós médicos também, constantemente, o que nos leva ao nosso limite e nos obriga a aprender cada vez mais”, Dr. Nahon, coordenado médico do COB.

Outro ponto destacado por Nahon é que o atleta representa o nível máximo da competitividade humana e, por isso, a experiência com eles é sempre válida. “O ser humano é competitivo por natureza e, quando atleta, é ainda mais. O atleta está habituado a desafiar. Ele desafia o próprio corpo e, consequentemente, desafia a nós médicos também, constantemente, o que nos leva ao nosso limite e nos obriga a aprender cada vez mais.”

O QUE ESPERAM OS ALUNOS

Durante a aula inaugural, os alunos também tiveram a oportunidade de se apresentar e dizer por que escolheram essa pós. “Decidi virar aluno do curso, quando Dr. Mateus Saito me explicou como funcionaria. Ele queria que eu desse uma palestra sobre as dificuldades que um médico tem para desempenhar seu trabalho, no Brasil, num esporte como o beisebol”, diz o ortopedista da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS), especialista em oncologia ortopédica e joelho, Marcelo Kohara.

“Eu percebi que seria um curso abrangente, levando a noção de esporte para muito além do futebol. Vi também a possibilidade de aumentar meu conhecimento na parte clínica e de fisiologia, treinamento, reabilitação etc., estendendo, assim, para além da parte ortopédica, a minha formação.”


“Eu percebi que seria um curso abrangente, levando a noção de esporte para muito além do futebol. Vi também a possibilidade de aumentar meu conhecimento na parte clínica e de fisiologia, treinamento, reabilitação etc., estendendo, assim, para além da parte ortopédica, a minha formação”, Marcelo Kohara, médico da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS) e aluno do curso.

Outro ponto fundamental para a escolha de Kohara, que, além de médico, ainda joga competitivamente beisebol, foi a proximidade com os coordenadores do curso. “Eu os conheço, sei da capacidade deles e também sei que, por isso, terei liberdade para dar alguma sugestão, se for o caso.”

MEDICINA ESPORTIVA NA VEIA

Outra aluna do curso, a médica Juliana Saracuza, viveu o esporte de alto rendimento de corpo e alma. Juliana foi atleta profissional de vôlei, jogou pelas seleções de base do Brasil, por grandes equipes, como o Vôlei Futuro, e na liga espanhola. A médica conta que, apesar da carreira de atleta, por conselho e exigência do pai, nunca deixou de estudar e, nesse período, formou-se educadora física e, no fim de carreira, iniciou a faculdade de Medicina.

“O engraçado é que descobri que queria ser médica num acidente. Eu jogava no Vôlei Futuro, nosso ônibus tombou [2011] e, depois do choque e de recobrar a consciência, eu me surpreendi com a frieza que tive para ajudar as minhas colegas.” Não por acaso, Juliana hoje trabalha no SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) de Santo André e de Suzano.

A razão de eu estar no curso é, justamente, estar pronta para aproveitar a oportunidade, caso ela surja, de atuar com medicina esportiva em alto rendimento. Ainda tenho muita proximidade com o pessoal do vôlei”, Juliana Saracuza, médica do SAMU de Santo André (SP) e Suzano (SP), ex-jogadora profissional de vôlei e aluna do curso.
A razão de eu estar no curso é, justamente, estar pronta para aproveitar a oportunidade, caso ela surja, de atuar com medicina esportiva em alto rendimento. Ainda tenho muita proximidade com o pessoal do vôlei”, Juliana Saracuza, médica do SAMU de Santo André (SP) e Suzano (SP), ex-jogadora profissional de vôlei e aluna do curso.

Embora goste muito de emergência, ela pretende retornar, como médica, ao esporte. “Eu gosto de trabalhar com o imprevisível. Quando penso em medicina esportiva, penso em alto rendimento. Eu gosto muito. A razão de eu estar no curso é, justamente, estar pronta para aproveitar a oportunidade, caso ela surja, de atuar com medicina esportiva em alto rendimento. Ainda tenho muita proximidade com o pessoal do vôlei.”

Contudo, Juliana destaca que, um dos aspectos que lhe chamou a atenção no curso foi a oportunidade de estudar a medicina esportiva aplicada a diversas modalidades. “Vou aprender sobre medicina aplicada ao MMA [Mix Martial Arts], futebol feminino, vôlei. Isso tem muito valor porque cada esporte tem uma fisiologia e uma traumatologia.”

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