PRISCILLA PIGNOLATTI COMEMORA O RETORNO À CORRIDA E AO TRIATLO

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“A sensação de participar de uma prova completa, voltar a correr, é fantástica. Controlar a ansiedade, na adrenalina da largada, é incrível”, diz a gerente de projetos de TI e triatleta transplantada, Priscilla Pignolatti, depois de seis meses sem poder correr, em razão de uma fratura por estresse no quadril.

Há seis meses, a gerente de projetos de TI e triatleta transplantada, Priscilla Pignolatti, só queria voltar a correr. No dia 07 de abril, o grande dia, enfim, chegou, com a disputa da 1ª Etapa do Troféu Brasil de Triathlon, na categoria “amador short”, em que os atletas nadam 750 metros (m), pedalam 20 quilômetros (km) e correm mais 5 km.

“A sensação de participar de uma prova completa, voltar a correr, é fantástica. Controlar a ansiedade, na adrenalina da largada, é incrível”, diz Priscilla Pignolatti, cuja história de vida, marcada por um transplante de rim em março de 2017, contamos em texto publicado em meados de novembro de 2018 (clique aqui para ler seu perfil).

Os seis meses sem poder correr, em razão de uma fratura por estresse no ramo ísquio-púbico (osso da bacia, perto da virilha direita), em setembro de 2018, não a impediu de se exercitar nem de competir, ao menos uma vez, com aval médico. Durante o semestre de reabilitação, em novembro, Priscilla participou dos Jogos Latino-Americanos para Transplantados, disputados na Argentina, percorrendo o trecho de corrida andando e fazendo a natação sem bater as pernas, conforme as orientações do médico, Ricardo Marques, e da fisioterapeuta, Luana Satriano, ambos do Vita.

“Priscilla chegou ao Vita em outubro com quadro de fratura, com limitação de exercícios de adução e de corrida. Começamos, então, com exercícios sem impactos, de analgesia e evoluímos aos poucos. Hoje, já não tem mais limitações de exercício. Fraturas por estresse exigem um retorno gradativo ao esporte, com aumento de 10% de carga, aproximadamente, por semana. Ela evoluiu bem e já está retornando às competições, de forma leve. A partir de agora, a tendência é só aumentar a velocidade da corrida, seja na esteira ou na rua”, diz Satriano.

O CAMINHO PARA A RETOMADA

“Eu não parei de nadar nem de pedalar durante a reabilitação. Isso fez com que meu condicionamento físico fosse preservado. Na natação, eu me poupava não batendo pernas e no ciclismo não havia nenhuma espécie de restrição. Pelo contrário, Dr. Ricardo me estimulava a pedalar. É muito positiva essa postura dos médicos do Vita”, diz Priscilla.

Priscilla Pignolatti conta que teve alta para correr — trotes leves na esteira e por pouco tempo — no fim de janeiro e início de fevereiro deste ano. “Naquele momento, a única prova que eu tinha em vista era o Mundial de Transplantados, a ser disputado em agosto, na cidade de New Castle [Inglaterra]. No início de março, eu já estava correndo, de forma contínua, distâncias pequenas. Quando eram distâncias maiores, eu corria dez minutos, caminhava mais dez minutos e assim sucessivamente. Sempre trotes leves. Eu ainda não posso dar ‘tiros’ de corrida porque tenho de fortalecer mais a minha musculatura.”

Apesar das limitações para alguns exercícios e da perda parcial de massa muscular da perna direita, Prisicilla seguiu se condicionando. “Além da reabilitação, eu não parei de nadar nem de pedalar. Isso fez com que meu condicionamento físico fosse preservado. Na natação, eu me poupava não batendo pernas e no ciclismo não havia nenhuma espécie de restrição. Pelo contrário, Dr. Ricardo me estimulava a pedalar. É muito positiva essa postura dos médicos do Vita.”

Priscilla, aliás, se diz muito grata à parceria entre o Instituto Vita e a Associação Brasileira de Transplantados (ABTX), que lhe propiciou o tratamento. “Essa mentalidade esportiva do Vita é fundamental para qualquer atleta. Graças a ela, eu preservei uma boa condição física ao longo da reabilitação.”

Foi justamente por causa dessa “condição física razoável” que ela teve a ideia de participar de uma prova que não estava em sua alça de mira a princípio: a primeira etapa do Troféu Brasil, na categoria “amador short”, no dia 07 de abril. “Falei com Luana sobre a prova e ela me incentivou a participar, sob a condição de que eu não iria tentar bater recorde nenhum, nem pessoal. O importante seria completar a prova bem fisicamente, de forma saudável e sem dores.”

A VITÓRIA DE PRISCILLA PIGNOLATTI

“Para a minha surpresa, porém, eu encontrei um ritmo bem confortável de corrida e as dores se foram completamente, ao ponto de eu me esquecer que estava retornando da reabilitação de uma fratura por estresse que me impedira de correr por seis meses."
“Para a minha surpresa, porém, eu encontrei um ritmo bem confortável de corrida e as dores se foram completamente, ao ponto de eu me esquecer que estava retornando da reabilitação de uma fratura por estresse que me impedira de correr por seis meses.”

Priscilla conta que, se não bastasse os desafios intrínsecos a um retorno de lesão, ela pegou resfriado dois dias antes da prova, o que atrapalhou sua nutrição e hidratação no período de preparação para a prova. “Além disso, as condições ambientais estavam ruins. O mar estava sujo, garrafas pet, troncos de árvore, e agitado, resquício da tempestade da madrugada que precedeu o início da prova.” Para completar, Priscilla sentiu cãibras no pedal e iniciou a corrida com a panturrilha dolorida.

“Para a minha surpresa, porém, eu encontrei um ritmo bem confortável de corrida e as dores se foram completamente, ao ponto de eu me esquecer que estava retornando da reabilitação de uma fratura por estresse que me impedira de correr por seis meses. Isso foi a melhor coisa que me aconteceu, porque, até então, todos os treinos que eu tinha feito vinham acompanhados de desconforto e dor. Na prova, não senti nada. Terminei a prova sem dor. Foi espetacular.”

A triatleta diz que seu resultado não foi significativo, mas há controvérsias… “Fiquei um minuto e meio atrás da quinta colocada e fora do pódio, mas o mais importante era completar a prova da corrida sem dor e de forma confortável. Em outubro do ano passado, eu lhe disse que, a única coisa que eu queria era correr. Eu corri e bem.” Ou seja, diante das circunstâncias, não é exagero dizer que o resultado foi, sim, bastante significativo.

Alcançado o principal objetivo, a ideia agora é aproveitar que pode correr para superar novos desafios. “Já posso começar a treinar mais pesado e regularmente. Em agosto, estarei em New Castle, no mundial de transplantados, em busca de medalha. Participarei das demais etapas do Troféu Brasil no ano e pretendo fazer um triatlo na categoria ‘amador olímpico’ [1,5 km de natação, 40 km de bike e 10 km de corrida].”

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