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Oncologia Ortopédica

Segundo a classificação da Organização Mundial da Saúde de 2002 existem pelo menos 90 tipos de neoplasias (os conhecidos tumores) de partes moles (vasos sanguíneos, vasos linfáticos, músculos, tecido gorduroso, aponeuroses, tendões, nervos e tecidos sinoviais – revestimento das articulações) e mais de 50 neoplasias ósseas. A enorme maioria dos tumores de partes moles são benignos (99%), com uma taxa de cura após ressecção muito alta. Os tumores malignos primários do sistema músculo esquelético são bastante raros, perfazendo 1% de todos os tumores malignos do corpo humano. Entretanto, tumores mais comuns como mama, próstata e pulmão podem levar a metástases ósseas, causando dor intensa e inclusive fratura patológica.

O comportamento dos tumores ósseos e de partes moles é bastante variado e vai desde lesões latentes, que não necessitam de tratamento, até lesões altamente agressivas que necessitam de abordagem terapêutica agressiva, como quimioterapia, radioterapia e cirurgia para ressecar o tumor.

No Vita, a dedicação dos profissionais em encontrar o diagnóstico preciso, não importa o empenho que demande, é marca registrada, até porque esse acurado olhar no início é fundamental para o resultado final. A tomada de decisão, na suspeita de um tumor ósseo, por exemplo, é realizada em função da idade do indivíduo, da queixa referida, dos sintomas e do aspecto da radiografia. Geralmente, são necessários outros exames como tomografia computadorizada e ressonância magnética para complementar o diagnóstico e auxiliar a decisão terapêutica, que poderá ser realizada através da simples observação da lesão ou tratamento específico do paciente.

Nos casos de neoplasias malignas, os exames complementares também definem em qual estágio a doença se encontra (estadiamento). Ao final da investigação, uma biópsia pode ser necessária. A maior parte dos pacientes que possui suspeita de um tumor não necessita de biópsia. Esse procedimento só é efetuado quando seu resultado for fundamental para definir o diagnóstico preciso e a conduta médica. As biópsias são feitas em regime de hospital-dia e sua realização deve estar a cargo de profissionais com experiência nesse tipo de procedimento. São muitas vezes guiadas por exame de imagem como o ultrassom e a tomografia computadorizada.

Só após um diagnóstico completo é que o tipo de tratamento mais adequado pode ser indicado. A terapia poderá variar da observação até o tratamento cirúrgico, associado ou não à radioterapia ou quimioterapia. Para um mesmo tumor há várias opções de tratamento e todas elas devem ser discutidas entre o médico e o paciente com base na idade do indivíduo, tipo e agressividade do tumor, região envolvida e demanda funcional do paciente.

Conclui-se, então, que a possibilidade de cura está relacionada à agressividade do tumor e à escolha do tratamento apropriado, desde o início do diagnóstico. Por isso, a abordagem dos tumores do aparelho locomotor deve ser realizada sempre por profissionais familiarizados com o diagnóstico e o tratamento dessas lesões. A atuação da equipe multidisciplinar, com oncologista ortopédico, oncologista clínico, radiologista, radioterapeuta e fisioterapeuta é fundamental para se obter o melhor resultado possível nos tumores malignos do sistema musculoesquelético.

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